Tempos Passados
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"Ele mexe comigo, esse garoto. Sempre. É sua única desvantagem. Ele pisoteia meu coração. Ele me faz chorar."
A Menina que Roubava Livros.   
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"Há um brilho nas extremidades
que não se desfaz,
desfaz o sol sobre o mar,
desfaz a velocidade das notas cantaroladas sobre o precipício,
desfaz o barulho dos cardumes na embarcação,
desfaz a lua, as horas e o tempo,
mas há algo que fica e que me conduz,
me conecta e instiga,
é esse brilho nas extremidades que fica,
que você deposita em mim e que nunca se desfaz."
Elisa Bartlett 
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"É que eu amo você, amo demais pra deixar você sumir assim."
Mah Alves.  
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"Ela queria se deitar, ouvindo o barulho da chuva caindo enquanto a terra girava, na esperança de que em uma dessas voltas, encontrasse a resposta que desejava."
Jhennifer Werneck 
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"Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver."
Ana Jácomo.   
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"A essência das coisas não está na filosofia, nem na política, nem em qualquer função intelectual. Está na reciprocidade do inconsciente que não encadeia só o que é humano, mas até o que é apenas vegetal ou inerte."
Augustina Bessa. 
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"Ele não ligava, nem mandava mensagem durante semanas. Mas tinha uma mania sacana de aparecer quando ele já tava quase desaparecendo da minha cabeça. Era carência, tava na cara – e faltava vergonha na minha, porque eu sempre acabava cedendo. Não me dava valor e ainda ficava indignada por ele não dar também. Eu aceitava ser a última opção e ainda tinha a cara de pau de espernear e choramingar por ai usando a maldita frasezinha clichê de que nenhum homem presta. Claro que ele não ia prestar, pra que prestar com alguém que transpirava falta de amor próprio? Ninguém ama quem não se ama, ninguém respeita quem não se respeita – doloroso, mas verdadeiro. E quando você não tá na onda de ser amada, ta tranquilo - um supre a carência com o outro e fim de papo. Mas eu tava afim de sentimento, tava super na onda de mãozinha dada e ligação de madrugada só pra ouvir um ”tava pensando em você”. E claro que ele não ligava, a gente quase sempre só pensa antes de dormir em quem causa aquele nervosinho de incerteza dentro do nosso peito – e eu tava sempre ali, um poço de certezas, não tinha porque ele pensar. Muito menos ligar. E foi ai que eu mudei. Parei de aceitar o último pedaço do bolo, se o primeiro pedaço não fosse pra mim, eu simplesmente ia embora da festa – não me servia mais. E olha só que mágico, ele nunca me chamou pra tantas festas e nunca vi alguém me oferecer tantos pedaços de bolo – a mágica só não foi tão boa porque eu simplesmente não queria mais. Não queria mais mágica, não queria mais bolo, não queria mais ele. Quando a gente passa a se valorizar a gente consegue enxergar nitidamente quanto os outros valem – e ele valia tão pouco, desencantei. Peguei meu coração e coloquei ele lá no topo de uma arvorezinha danada de alta, e vou te falar, nunca vi tanta gente disposta a escalar – homem adora um desafio. Pois bem, que vença o melhor."
Tati Bernardi. 
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"Ainda fecho os olhos pra te imaginar, e lembro de você amor."
Scracho 
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velhocaos:

Me disseram que eu nunca amei. Mas senti no âmago uma coisa pungente, doente, amarga, na língua, por baixo da língua, nas bochechas, dentes, no céu, entre os espaços desconhecidos, na saliva, na garganta recôndita, no esôfago, no estômago, no peito, mais acima do peito, pelos cantos da cabeça, por detrás dos olhos, nas plantas dos pés, amor puríssimo. Estranho, disseram, e eu acreditei. Foi verdadeiro. Alguém que é real. Olhei assim: como quem sente medo, como alguém que cuida dum girassol, como quem quase foge e leva no rosto uma pergunta irrespondível: o quê. O que é que sobrou, então, do amor que eu tive por dentro das mãos e que no entanto não era amor? O que ficou de respirável do ar que eu fui guardando entre os cômodos da casa pra servir de prova quando os ombros não suportassem mais nenhum segundo o peso dos perdões? O que é palavra formada ano após ano enquanto gemíamos e grunhíamos sons irreconhecíveis pra tentar deixar como lembrança dum começo que não necessitava nada? Eu pulso muito em cada canto. Palpitações irremediáveis, um coração tão novo e vermelho e ríspido já doendo tanto. Penso, penso outra vez, coloco diante dos olhos a única mão que é necessária: uma unha, uma cutícula, umas linhas, uns pelos, uma carne meio seca, um osso esticado e apontando o céu, um dedo solitário e fremente que alguma vez já deve ter se enfiado em alguma boca, bunda, orelha, não lembro. Então: o amor que eu tive, grito, ou achei que tive, ou que supostamente tive, que foi um e que foi ridículo, que tinha um cabelo que me sangra até agora, que cantava baixinho no meio da noite pra que os demônios do quarto não pedissem agitados o silêncio, esse amor que acordava pedindo um abraço apertado e além do urgente, aquele em que eu depositava um olhar autista de quem se perde no futuro, esse amor era loucura? esse amor não era eu? Porque eu não vivi dezessete anos então. Eu nasci ontem, eu nem sou capaz de andar, tenho a pele fina e frágil, a boca minúscula, eu não tenho pasmos de tortura enquanto tento mergulhar no sonho, não vi a imagem de Jesus crucificado no altar da igreja, não li o livro do Andersen que é tão bonito, não tenho traumas indissolúveis na mente tão pequena. Logo digo mamãe então. Logo estico os braços pro vazio do corredor e procuro desamparado um pedaço de corpo quente. Logo ativo o instinto e aperto uma perna ou braço caído do lado do sofá e tento dizer qualquer coisa pueril. Porque eu não amei. E não vivi um átimo de segundo por não ter amado. E depois do não-amor e depois do sim-nascimento, eu vou crescendo de novo com os membros grandes demais pra idade, tropeço na entrada do cinema, caio e arrebento os joelhos, torço pra conhecer o momento em que terei uma vontade súbita de possuir alguém dentro do meu corpo e me sufoco de novo, com o ar, com as golas das camisetas e com as cordas que se espalham em cada galho de árvore pela cidade. Em algum momento eu respirei mais fundo. Não sei, porque deve ter sido muito rápido. Desse jeito: com algum lápis na mão, caneta, papel, fotografia, moeda, terço, pedra, e então eu forço os olhos pro adiante e então eu tento dar passos maiores que o próprio espaço e então eu quero te levar pra uma viagem em que se chega à parte mais interna da minha própria pele: e eu te amo não te amando de verdade, que eu sou pífio e estranho demais pra fazer isso. Mas te amo. E já é mais que o suficiente.

Circos.

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"Nascemos num lugar frio
E mamãe nos lambia
Até tirar aquela meleca
Em volta de nós
Nascemos com medo
e sem ter aonde ficar
Até que venho a “mamãe” humana
e nos tirou de la
Nos colocou num lugar
sequinho e seguro,
Mas não nos queriam la
“Mamãe” fez de tudo
para nos salvar
no dia em que pegamos uma
chuva daquelas
Até que um dia ela
nos pôs numa caixa
com a mamãe gata
e nos levou para casa temporária
Aqui somos felizes,
Mas mamãe humana
não pode ficar com nós
Porque ela já tem um monte
de animaizinhos
Minha maninha já foi adotada
E sei que ela sera muito feliz
na sua nova casa,
Mas eu e mais dois maninhos
ainda não temos um lar
Eu sou pretinho com manchas cinzas
e meus maninhos são amarelos com
manchas brancas
Temos olhinhos azuis e brilhantes
Por Favor! Nos adotem.
(Ajude um animal de rua. Adotar é tudo de bom!)"
Olhinhos brilhantes, Nessa Cross.